Corrente do Bem
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Publicado por Regina Volpato em 06 fev 2012 | Sob: Corrente do Bem
A pessoa certa
Autor: Álvaro Alves de Faria
A pessoa certa atravessa
a rua com seu terno branco
gravata de seda italiana.
A pessoa certa
executiva de si mesma
atravessa a praça
com sapatos pretos
meias de náilon norte-americanas.
A pessoa certa entra no prédio
recolhe dinheiro
cola na pasta
pega o elevador.
A pessoa certa
atravessa o hall
chega à porta giratória.
A pessoa certa
põe o pé na calçada
e cai fulminada
sem saber por quê.
Sobre o autor:
Poeta e jornalista paulistano, nascido em 1942, Álvaro Alves de Faria publicou seu primeiro livro, Noturno Maior, em 1963. Mais informações aqui!
Publicado por Regina Volpato em 27 jan 2012 | Sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 19 jan 2012 | Sob: Corrente do Bem
19 de janeiro de 1942
Nasce em Vitória, capital do Espírito Santo, Nara Lofego Leão.
Nara era a segunda filha do casamento entre Dr. Jairo Leão, advogado, e Altina Lofego Leão, professora. Sua irmã mais velha era Danuza Lofego Leão.
Saiba mais: Nara Leão
Publicado por Regina Volpato em 06 jan 2012 | Sob: Corrente do Bem

O preço do controle é a eterna vigilância. E esse estado de atenção tenso e preocupado causa um enorme desgaste emocional. Uma vida assim engessada também pode ficar cinza e monótona, e se tornar um grande convite à depressão e ao desânimo.
Para o controlador, não há espaço para que as coisas se modifiquem. Nem criatividade para buscar novas soluções diante do inesperado. Segundo a psicoterapeuta Irene Cardotti, “o controle vivenciado dessa maneira, rígida, férrea, está baseado apenas no desejo de manipular pessoas e situações em nosso próprio benefício”, avalia a psicoterapeuta Irene Cardotti.
Uma boa maneira de se deter é enxergar nas atitudes de uma pessoa próxima o próprio jeito de ser e reagir. Enxergar as manias, o amor a detalhes, o perfeccionismo e a eterna tensão num outro controlador ajuda a nos conscientizar de nossas próprias características. A aparência física também dá pistas preciosas: músculos tensos e rígidos, peito projetado para a frente, maxilar travado ou corpo muito denso podem igualmente indicar sinais de um controlador contumaz, avalia Irene, que também é especialista em bioenergética.
Mas por que será que somos assim?
Duas emoções básicas movem o comportamento humano: o medo da dor e o prazer. E elas também alicerçam o nosso desejo de controlar. “Queremos manipular por medo de que as coisas fujam do nosso controle e nos causem sofrimento. O que não percebemos é que esse desejo nos aflige tanto ou mais do que o sofrimento que teríamos se deixássemos as coisas tomarem seu próprio rumo”, diz Irene.
Ao mesmo tempo, desde os primórdios da psicanálise, seu criador, Sigmund Freud, afirmava que o controle também tinha a ver com o prazer em exercer poder. E alguém que domina e controla uma situação pode obter muita satisfação com isso.
A questão é que essa sensação que nos alivia se baseia numa ilusão: a de que realmente conseguimos controlar a vida. A existência, porém, se revela bem mais indomável e resistente do que podemos imaginar.

O jogo do acaso
É possível que estejamos sob o jugo de forças e leis capazes de tirar o controle de nossas mãos, especialmente quando não as conhecemos direito. “Acredito que seja importante planejar a vida, se o fizermos de olhos bem abertos. Devemos identificar e agradecer a sorte que temos e reconhecer os eventos aleatórios que contribuem para o nosso sucesso”, diz o professor e matemático norte-americano Leonard Mlodinow, que escreveu um livro, O Andar do Bêbado, onde analisa algumas das leis pouco conhecidas que atuam na nossa vida, como a da aleatoriedade.
Se engessamos a existência na maneira como achamos que as coisas devem acontecer, diminuímos as chances da aleatoriedade, ou o acaso, se manifestar – uma perda lastimável, de acordo com Mlodinow. “Acho que o universo é bem mais criativo do que eu. Planejo, organizo, faço cálculos mas, se observo uma mudança de rumo, não a descarto imediatamente. Primeiro vejo se o quadro geral pode se beneficiar com ela. O engraçado é que na maioria dos casos a interferência se revela positiva”, afirma o analista de sistemas Celso Ayres.
Outra lei que é a maior casca de banana em nossos desejos de manipulação é a polêmica Lei de Murphy. Pode anotar no seu caderninho: quando o controle é excessivo, o tiro sai pela culatra.
Perdemos a sabedoria de que existe o momento de assumir responsabilidades, planejar, organizar e realizar. Mas que também pode haver outros para soltar as rédeas, relaxar, criar e aprender com o que se apresenta. E que é saudável ter essa possibilidade bem presente e viva nas nossas escolhas e decisões. Deixe acontecer – pelo menos de vez em quando, claro.
Conteúdo do site Vida Simples em
“mde mulher”
Publicado por Regina Volpato em 17 dez 2011 | Sob: Corrente do Bem
Amores,
agora sim: encerrei ontem as atividades profissionais. Viajo amanhã e estarei de volta no comecinho de 2012. Tenho muito a agradecer por este ano! Mais uma vez, sou muito grata à companhia e ao carinho de vocês. E repito: o que seria de mim sem o apoio que recebo aqui?
Desejo que 2012 seja um ano de saúde, boas surpresas, aprendizado, realizações e que a nossa jornada também seja uma experiência prazerosa e divertida.
Amo vocês!
Regina
Publicado por Regina Volpato em 08 dez 2011 | Sob: Corrente do Bem

Amores,
Ficarei fora por uns dias.
Estarei de volta logo no comecinho de 2012.
Boas Festas para vocês!!!!
Beijos e até a volta,
Regina
URGENTE
Vocês não vão acreditar!
Eu fiz este post para ser publicado só na semana que vem, quando sairei de férias.
Mas ontem, meio ‘grógue’ por causa do remédio para a conjuntivite, me atrapalhei e publiquei. O pior: não me lembrava!!!! Só me dei conta agora!!!!!!!!! Socorro!!!!!! rs rs rs
Até dia 16/12 continuo na área: aqui, na tv e etc…
Mais um tópico para a coleção de deslizes… rs rs
Publicado por Regina Volpato em 02 dez 2011 | Sob: Corrente do Bem
Há apenas alguns meses trabalhando ao vivo na TV o que me chama a atenção é o tanto que se valoriza “o que não dá certo”. Boas entrevistas, convidados interessantes, conversas um pouco mais profundas têm repercussão muito menor do que os deslizes. Acho curioso porque na minha opinião, é justamente neste momento que a Vida se faz presente. É quando o roteiro falha que a Vida acontece de fato. “O que não dá certo”, o que não estava previsto e, portanto, o que é espontâneo é a graça da coisa. É aí que Vida se manifesta. “O que não dá certo” pode ser entendido como a única parte que deu certo, que é real. Que aconteceu porque tinha que acontecer. Sem respeitar determinações prévias.
A Vida quase nunca segue o script que desejamos. A todo momento nos vemos às voltas com o imprevisto, com “o que não dá certo”. Isso nos obriga a desenvolver a criatividade quando se busca uma vivência saudável. São os momentos em que nos superamos e somos obrigados a nos curvar frente a força dos acontecimentos. Observando a importância que se dão às nossas ‘gafes’ no programa Manhã Maior, exibido pela Rede TV! diariamente das 9 às 11 da manhã, vejo como os imprevistos e, portanto a Vida, podem assustar. Talvez a falsa ilusão de não saber contornar a situação possa desencadear um comportamento controlador e rígido. Consigo e com os outros. Talvez… não sou estudiosa no assunto. Sou só uma jornalista pensando.
Há muito tempo desisti de ser divina. Após muitas lágrimas e sessões de terapia consegui incorporar minha porção barro. Foi uma vitória e tanto! Um passaporte para minha liberdade. Sinto que assumir minha porção humana, que erra, esquece, confunde, pode soar como afronta. Paciência. Vivo melhor assim. Não sou perfeita. Nunca fui. Aproveito o embalo para dizer, também, que nunca fui santa.
Tenho medo de quem acredita/quer ser perfeito. Teve uma época em que eu tentava ser. Foi um desastre. Infelicidade total. Com 43 anos começo a desfrutar de alguma sabedoria recolhida durante minha existência. Uma delas? Ter a coragem de admitir que sei o que eu sempre soube. Que sou imperfeita e inacabada. Em constante transformação. A Regina de hoje não é a de ontem. Nem a de amanhã.
Tenho medo de quem não tem compaixão. Tenho medo de perder a saúde. De governo desorganizado. Medo de mim, quando fico furiosa. Das más intenções. De quem não tem bom humor. Não me assusta errar. Acho engraçado, consigo rir de mim mesma com facilidade. Também não tenho vergonha de ser espontânea. Desprendida. De ter rugas. Não tenho medo de ter medo. Não tenho medo de viver desarmada. Aposto na minha sensatez. E adoro quando me permito ser um pouco insensata. Perfeição? Isso para mim é ser escravo; cristalizado. É morte em vida.
Publicado por Regina Volpato em 16 nov 2011 | Sob: Corrente do Bem
O essencial é saber ver…
Alberto Caeiro
O essencial é saber ver,
mas isso, triste de nós que trazemos a alma vestida,
isso exige um estudo profundo,
aprendizagem de desaprender.
Eu procuro despir-me do que aprendi,
eu procuro esquecer-me do modo de lembrar que me ensinaram
e raspar a tinta com que me pintaram os sentidos,
desembrulhar-me
e ser eu.
Alberto Caeiro:
heterônimo de Fernando Pessoa, é considerado como o Mestre Ingênuo de suas múltiplas personalidades poéticas. É ligado à natureza, que despreza e repreende qualquer tipo de pensamento filosófico.
Fonte: Programa Provocações.
Publicado por Regina Volpato em 29 out 2011 | Sob: Corrente do Bem
O Elefante
Carlos Drummond de Andrade
Fabrico um elefante
de meus poucos recursos.
Um tanto de madeira
tirado a velhos móveis
talvez lhe dê apoio.
E o encho de algodão,
de paina, de doçura.
A cola vai fixar
suas orelhas pensas.
A tromba se enovela,
é a parte mais feliz
de sua arquitetura.
Mas há também as presas,
dessa matéria pura
que não sei figurar.
Tão alva essa riqueza
a espojar-se nos circos
sem perda ou corrupção.
E há por fim os olhos,
onde se deposita
a parte do elefante
mais fluida e permanente,
alheia a toda fraude.
Eis o meu pobre elefante
pronto para sair
à procura de amigos
num mundo enfastiado
que já não crê em bichos
e duvida das coisas.
Ei-lo, massa imponente
e frágil, que se abana
e move lentamente
a pele costurada
onde há flores de pano
e nuvens, alusões
a um mundo mais poético
onde o amor reagrupa
as formas naturais.
Vai o meu elefante
pela rua povoada,
mas não o querem ver
nem mesmo para rir
da cauda que ameaça
deixá-lo ir sozinho.
É todo graça, embora
as pernas não ajudem
e seu ventre balofo
se arrisque a desabar
ao mais leve empurrão.
Mostra com elegância
sua mínima vida,
e não há cidade
alma que se disponha
a recolher em si
desse corpo sensível
a fugitiva imagem,
o passo desastrado
mas faminto e tocante.
Mas faminto de seres
e situações patéticas,
de encontros ao luar
no mais profundo oceano,
sob a raiz das árvores
ou no seio das conchas,
de luzes que não cegam
e brilham através
dos troncos mais espessos.
Esse passo que vai
sem esmagar as plantas
no campo de batalha,
à procura de sítios,
segredos, episódios
não contados em livro,
de que apenas o vento,
as folhas, a formiga
reconhecem o talhe,
mas que os homens ignoram,
pois só ousam mostrar-se
sob a paz das cortinas
à pálpebra cerrada.
E já tarde da noite
volta meu elefante,
mas volta fatigado,
as patas vacilantes
se desmancham no pó.
Ele não encontrou
o de que carecia,
o de que carecemos,
eu e meu elefante,
em que amo disfarçar-me.
Exausto de pesquisa,
caiu-lhe o vasto engenho
como simples papel.
A cola se dissolve
e todo o seu conteúdo
de perdão, de carícia,
de pluma, de algodão,
jorra sobre o tapete,
qual mito desmontado.
Amanhã recomeço.
Carlos Drummond de Andrade
(Em A Rosa do Povo)

Publicado por Regina Volpato em 16 out 2011 | Sob: Corrente do Bem
De
Sequência “Poema Preso”
muitas doenças que as pessoas têm são
poemas presos
abscessos, tumores, nódulos, pedras são
palavras
calcificadas
poemas sem vazão
mesmo cravos pretos espinhas cabelo
encravado
prisão de ventre poderia um dia ter sido
poema
pessoas às vezes adoecem de gostar de palavra
presa
palavra boa é palavra líquida
escorrendo em estado de lágrima
lágrima é dor derretida
dor endurecida é tumor
lágrima é alegria derretida
alegria endurecida é tumor
lágrima é raiva derretida
raiva endurecida é tumor
lágrima é pessoa derretida
pessoa endurecida é tumor
tempo endurecido é tumor
tempo derretido é poema
Fonte: Viviane Mosé

Publicado por Regina Volpato em 12 out 2011 | Sob: Corrente do Bem
De
José Paulo Paes:
Convite
Poesia
é brincar com palavras
como se brinca
com bola, papagaio, pião.
Só que
bola, papagaio,pião
de tanto brincar
se gastam.
As palavras não:
quanto mais se brinca
com elas
mais novas ficam.
Como a água do rio
que é água sempre nova.
Como cada dia
que é sempre um novo dia.
Vamos brincar de poesia?
Publicado por Regina Volpato em 25 set 2011 | Sob: Corrente do Bem
HÁ POUCOS dias tive a oportunidade de assistir a uma palestra do sr. Nando Parrado, empresário de sucesso do vizinho Uruguai. Parrado é um dos sobreviventes do terrível acidente aéreo ocorrido há 39 anos, quando uma equipe juvenil uruguaia de rúgbi ia jogar em Santiago do Chile e o avião se chocou contra uma montanha nos Andes, dividindo-se em dois. A parte traseira despedaçou-se no acidente e nenhum de seus ocupantes se salvou.
A parte da frente, por milagre, deslizou por uma longa ravina inclinada na cordilheira, sem bater em nenhuma pedra ou obstáculo, até parar. Era um “charuto” cortado ao meio, e, quando parou, tinha 29 sobreviventes e alguns mortos. O palestrante contou que, quando os jovens atletas, com idade média de 18 anos, receberam a informação de que havia algumas vagas no avião, ele correu na frente dos demais e convidou sua mãe e irmã: eram viagem e final de semana gratuitos em Santiago, e Parrado ficou entusiasmado quando ambas, alegremente, aceitaram o convite. As duas morreram no acidente.
Ele tratou do tema com profunda dignidade, sem o menor sensacionalismo. Foi desfiando suas ideias, suas perguntas, suas perplexidades e suas crenças. Assim que o avião parou na ravina, na escura noite andina, em meados de outubro, os jovens tomaram a primeira e fundamental decisão: tapar o buraco traseiro do “charuto” que restava do avião, para reduzir o frio e, com isso, sobreviver. Foi a grande iniciativa que lhes permitiu ficar ali dois meses inteiros, esperando o momento de buscar algum tipo de socorro.
Souberam -ouviram no rádio- que depois de dez dias as buscam foram suspensas, porque se considerava impossível que houvesse algum sobrevivente após esse período. Sabiam também que tinham de esperar o melhor período -o verão- para tentar caminhar na neve até encontrar algum socorro. Não tinham roupas para isso -afinal, eram jovens que iam jogar rúgbi e voltar-, e suas chances eram mínimas. Sofreram todo tipo de percalço, inclusive uma avalanche que cobriu o avião e matou mais alguns deles, deixando os 16 restantes ainda mais desamparados.
Em nenhum momento Parrado tratou do conhecido tema da necessidade de se alimentarem dos mortos, fato que, à época, teve grande repercussão. Não, nada disso. Apenas narrou a saga inacreditável: após os dois meses de louca prisão na fuselagem, ele e mais dois amigos saíram em busca de socorro, sabendo do improvável êxito de sua tentativa. Um deles voltou ao final do segundo dia, mas ele e o outro continuaram. Por dez dias, dormindo duas horas por dia para não congelarem, seguiram adiante, até encontrar socorro.
Da fantástica história, algumas conclusões:
1) O amor é o grande motor das ações humanas. Parrado queria voltar por amor ao pai, que supunha desesperado pela perda de toda a família. O amor ao seu pai fê-lo seguir adiante, superando todas as brutais dificuldades. “Hoje, amo minha família, meus amigos e meus cães. O resto é secundário”. Amor, amor, amor acima de tudo.
2) Nada acontece depois que a gente morre: tudo continua, igualzinho, para os que ficam. Os bancos continuaram funcionando normalmente, bem como as lojas e tudo o mais: nada mudara, embora ele estivesse hipoteticamente morto.
3) Quando uma decisão tem de ser entre a vida e a morte, prevalecerá sempre a primeira, e com rapidez, sem maiores considerações.
4) A maior riqueza é o tempo que uma pessoa consegue dar a si mesma. O tempo para viver com alegria, para curtir seus amores, para ser gente, e não escravo do relógio ou dos preconceitos.
5) Para que perguntar, por exemplo, por que convidara a mãe e a irmã? Não adianta nada… Como diz ele: “sorte; destino?”
Parece tudo tão claro, tão óbvio!
Mas como é difícil. É tão evidente que o amor é a maior alavanca do mundo, e a liberdade (o tempo) é o maior bem, mas o homem vive desdenhando o amor e consumindo o tempo, envolto em vaidades vãs e em ambições inúteis.
ROBERTO RODRIGUES, 69, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Depto. de Economia Rural da Unesp – Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).
Texto publicado em 24/09/2011, pelo jornal Folha de S. Paulo
Fonte:
Contúdo Livre
Publicado por Regina Volpato em 17 set 2011 | Sob: Corrente do Bem

Parece que os americanos estão em meio a uma violenta epidemia de doenças mentais. A quantidade de pessoas incapacitadas por transtornos mentais, e com direito a receber a renda de seguridade suplementar ou o seguro por incapacidade, aumentou quase duas vezes e meia entre 1987 e 2007 – de 1 em cada 184 americanos passou para 1 em 76.
No que se refere às crianças, o número é ainda mais espantoso: um aumento de 35 vezes nas mesmas duas décadas. A doença mental é hoje a principal causa de incapacitação de crianças, bem à frente de deficiências físicas como a paralisia cerebral ou a síndrome de Down.
Um grande estudo de adultos (selecionados aleatoriamente), patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental, realizado entre 2001 e 2003, descobriu que um percentual assombroso de 46% se encaixava nos critérios estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria, por ter tido em algum momento de suas vidas pelo menos uma doença mental, entre quatro categorias.
As categorias seriam “transtornos de ansiedade”, que incluem fobias e estresse pós-traumático; “transtornos de humor”, como depressão e transtorno bipolar; “transtornos de controle dos impulsos”, que abrangem problemas de comportamento e de déficit de atenção/hiperatividade; “transtornos causados pelo uso de substâncias”, como o abuso de álcool e drogas. A maioria dos pesquisados se encaixava em mais de um diagnóstico.
O tratamento médico desses transtornos quase sempre implica o uso de drogas psicoativas, os medicamentos que afetam o estado mental. Na verdade, a maioria dos psiquiatras usa apenas remédios no tratamento e encaminha os pacientes para psicólogos ou terapeutas se acha que uma psicoterapia é igualmente necessária.
A substituição da “terapia de conversa” pela das drogas como tratamento majoritário coincide com o surgimento, nas últimas quatro décadas, da teoria de que as doenças mentais são causadas por desequilíbrios químicos no cérebro, que podem ser corrigidos pelo uso de medicamentos. Essa teoria passou a ser amplamente aceita pela mídia e pelo público, bem como pelos médicos, depois que o Prozac chegou ao mercado, em 1987, e foi intensamente divulgado como um corretivo para a deficiência de serotonina no cérebro.
O número de pessoas depressivas tratadas triplicou nos dez anos seguintes e, hoje, cerca de 10% dos americanos com mais de 6 anos de idade tomam antidepressivos. O aumento do uso de drogas para tratar a psicose é ainda mais impressionante. A nova geração de antipsicóticos, como o Risperdal, o Zyprexa e o Seroquel, ultrapassou os redutores do colesterol no topo da lista de remédios mais vendidos nos Estados Unidos.
Marcia Angel:
A médica americana Marcia Angell talvez seja capaz de curar dores de cabeça. Mas ela, certamente, tem igual capacidade de causar enxaquecas nos profissionais da indústria farmacêutica. Acadêmica sênior do Departamento de Medicina Social da Universidade de Harvard, Marcia é autora de vários livros e artigos que questionam e cutucam, de dentro para fora, a ética nas áreas da medicina e pesquisa. Ela coloca do avesso questões como o sistema de saúde, tratamento de pacientes terminais e, principalmente, a controversa conduta da indústria farmacêutica. Especialista em medicina interna e anatomia patológica, durante 21 anos Marcia assinou artigos no New England Journal of Medicine, o mais respeitado jornal da área médica e de pesquisa dos Estados Unidos. Deixou o jornal no ano 2000, quando já ocupava o cargo de editora executiva. Grande defensora da ciência e mãe de duas filhas, Marcia, em 1997 ela foi considerada pela revista TIME uma das 25 personalidades mais influentes dos Estados Unidos. Marcia conversou com a Super de sua casa, em Boston.
Aqui entrevista de Marcia Angell.
Fontes:
Oficina de Produção Psicanalítica e Leterária
Publicado por Regina Volpato em 10 set 2011 | Sob: Corrente do Bem
Fonte: Site Marcelo Jeneci
Publicado por Regina Volpato em 04 set 2011 | Sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 01 set 2011 | Sob: Corrente do Bem
Envie um comentário com seu telefone.
O número não será publicado, claro!
Vou encaminhar para o cadastro da produção e
aguarde mais novidades…
Mora fora de São Paulo?
Tudo bem. Queremos gente do Brasil todo.
E da França. A Rede TV! pode ser vista lá…
Publicado por Regina Volpato em 29 ago 2011 | Sob: Corrente do Bem
Publicado por Regina Volpato em 24 ago 2011 | Sob: Corrente do Bem
Quarta-feira!
na Rede TV!
das 9h às 11 da manhã!
Ao vivo!
Será minha estreia no programa Manhã Maior!
Estou feliz e ansiosa!
Espero que vocês gostem!!!!!!
Torçam por mim!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!
Publicado por Regina Volpato em 01 ago 2011 | Sob: Corrente do Bem