setembro 2011
Monthly Archive
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Posted by Regina Volpato on 25 set 2011 | Tagged as: Corrente do Bem
HÁ POUCOS dias tive a oportunidade de assistir a uma palestra do sr. Nando Parrado, empresário de sucesso do vizinho Uruguai. Parrado é um dos sobreviventes do terrível acidente aéreo ocorrido há 39 anos, quando uma equipe juvenil uruguaia de rúgbi ia jogar em Santiago do Chile e o avião se chocou contra uma montanha nos Andes, dividindo-se em dois. A parte traseira despedaçou-se no acidente e nenhum de seus ocupantes se salvou.
A parte da frente, por milagre, deslizou por uma longa ravina inclinada na cordilheira, sem bater em nenhuma pedra ou obstáculo, até parar. Era um “charuto” cortado ao meio, e, quando parou, tinha 29 sobreviventes e alguns mortos. O palestrante contou que, quando os jovens atletas, com idade média de 18 anos, receberam a informação de que havia algumas vagas no avião, ele correu na frente dos demais e convidou sua mãe e irmã: eram viagem e final de semana gratuitos em Santiago, e Parrado ficou entusiasmado quando ambas, alegremente, aceitaram o convite. As duas morreram no acidente.
Ele tratou do tema com profunda dignidade, sem o menor sensacionalismo. Foi desfiando suas ideias, suas perguntas, suas perplexidades e suas crenças. Assim que o avião parou na ravina, na escura noite andina, em meados de outubro, os jovens tomaram a primeira e fundamental decisão: tapar o buraco traseiro do “charuto” que restava do avião, para reduzir o frio e, com isso, sobreviver. Foi a grande iniciativa que lhes permitiu ficar ali dois meses inteiros, esperando o momento de buscar algum tipo de socorro.
Souberam -ouviram no rádio- que depois de dez dias as buscam foram suspensas, porque se considerava impossível que houvesse algum sobrevivente após esse período. Sabiam também que tinham de esperar o melhor período -o verão- para tentar caminhar na neve até encontrar algum socorro. Não tinham roupas para isso -afinal, eram jovens que iam jogar rúgbi e voltar-, e suas chances eram mínimas. Sofreram todo tipo de percalço, inclusive uma avalanche que cobriu o avião e matou mais alguns deles, deixando os 16 restantes ainda mais desamparados.
Em nenhum momento Parrado tratou do conhecido tema da necessidade de se alimentarem dos mortos, fato que, à época, teve grande repercussão. Não, nada disso. Apenas narrou a saga inacreditável: após os dois meses de louca prisão na fuselagem, ele e mais dois amigos saíram em busca de socorro, sabendo do improvável êxito de sua tentativa. Um deles voltou ao final do segundo dia, mas ele e o outro continuaram. Por dez dias, dormindo duas horas por dia para não congelarem, seguiram adiante, até encontrar socorro.
Da fantástica história, algumas conclusões:
1) O amor é o grande motor das ações humanas. Parrado queria voltar por amor ao pai, que supunha desesperado pela perda de toda a família. O amor ao seu pai fê-lo seguir adiante, superando todas as brutais dificuldades. “Hoje, amo minha família, meus amigos e meus cães. O resto é secundário”. Amor, amor, amor acima de tudo.
2) Nada acontece depois que a gente morre: tudo continua, igualzinho, para os que ficam. Os bancos continuaram funcionando normalmente, bem como as lojas e tudo o mais: nada mudara, embora ele estivesse hipoteticamente morto.
3) Quando uma decisão tem de ser entre a vida e a morte, prevalecerá sempre a primeira, e com rapidez, sem maiores considerações.
4) A maior riqueza é o tempo que uma pessoa consegue dar a si mesma. O tempo para viver com alegria, para curtir seus amores, para ser gente, e não escravo do relógio ou dos preconceitos.
5) Para que perguntar, por exemplo, por que convidara a mãe e a irmã? Não adianta nada… Como diz ele: “sorte; destino?”
Parece tudo tão claro, tão óbvio!
Mas como é difícil. É tão evidente que o amor é a maior alavanca do mundo, e a liberdade (o tempo) é o maior bem, mas o homem vive desdenhando o amor e consumindo o tempo, envolto em vaidades vãs e em ambições inúteis.
ROBERTO RODRIGUES, 69, coordenador do Centro de Agronegócio da FGV, presidente do Conselho Superior do Agronegócio da Fiesp e professor do Depto. de Economia Rural da Unesp – Jaboticabal, foi ministro da Agricultura (governo Lula).
Texto publicado em 24/09/2011, pelo jornal Folha de S. Paulo
Fonte:
Contúdo Livre
Posted by Regina Volpato on 17 set 2011 | Tagged as: Corrente do Bem

Parece que os americanos estão em meio a uma violenta epidemia de doenças mentais. A quantidade de pessoas incapacitadas por transtornos mentais, e com direito a receber a renda de seguridade suplementar ou o seguro por incapacidade, aumentou quase duas vezes e meia entre 1987 e 2007 – de 1 em cada 184 americanos passou para 1 em 76.
No que se refere às crianças, o número é ainda mais espantoso: um aumento de 35 vezes nas mesmas duas décadas. A doença mental é hoje a principal causa de incapacitação de crianças, bem à frente de deficiências físicas como a paralisia cerebral ou a síndrome de Down.
Um grande estudo de adultos (selecionados aleatoriamente), patrocinado pelo Instituto Nacional de Saúde Mental, realizado entre 2001 e 2003, descobriu que um percentual assombroso de 46% se encaixava nos critérios estabelecidos pela Associação Americana de Psiquiatria, por ter tido em algum momento de suas vidas pelo menos uma doença mental, entre quatro categorias.
As categorias seriam “transtornos de ansiedade”, que incluem fobias e estresse pós-traumático; “transtornos de humor”, como depressão e transtorno bipolar; “transtornos de controle dos impulsos”, que abrangem problemas de comportamento e de déficit de atenção/hiperatividade; “transtornos causados pelo uso de substâncias”, como o abuso de álcool e drogas. A maioria dos pesquisados se encaixava em mais de um diagnóstico.
O tratamento médico desses transtornos quase sempre implica o uso de drogas psicoativas, os medicamentos que afetam o estado mental. Na verdade, a maioria dos psiquiatras usa apenas remédios no tratamento e encaminha os pacientes para psicólogos ou terapeutas se acha que uma psicoterapia é igualmente necessária.
A substituição da “terapia de conversa” pela das drogas como tratamento majoritário coincide com o surgimento, nas últimas quatro décadas, da teoria de que as doenças mentais são causadas por desequilíbrios químicos no cérebro, que podem ser corrigidos pelo uso de medicamentos. Essa teoria passou a ser amplamente aceita pela mídia e pelo público, bem como pelos médicos, depois que o Prozac chegou ao mercado, em 1987, e foi intensamente divulgado como um corretivo para a deficiência de serotonina no cérebro.
O número de pessoas depressivas tratadas triplicou nos dez anos seguintes e, hoje, cerca de 10% dos americanos com mais de 6 anos de idade tomam antidepressivos. O aumento do uso de drogas para tratar a psicose é ainda mais impressionante. A nova geração de antipsicóticos, como o Risperdal, o Zyprexa e o Seroquel, ultrapassou os redutores do colesterol no topo da lista de remédios mais vendidos nos Estados Unidos.
Marcia Angel:
A médica americana Marcia Angell talvez seja capaz de curar dores de cabeça. Mas ela, certamente, tem igual capacidade de causar enxaquecas nos profissionais da indústria farmacêutica. Acadêmica sênior do Departamento de Medicina Social da Universidade de Harvard, Marcia é autora de vários livros e artigos que questionam e cutucam, de dentro para fora, a ética nas áreas da medicina e pesquisa. Ela coloca do avesso questões como o sistema de saúde, tratamento de pacientes terminais e, principalmente, a controversa conduta da indústria farmacêutica. Especialista em medicina interna e anatomia patológica, durante 21 anos Marcia assinou artigos no New England Journal of Medicine, o mais respeitado jornal da área médica e de pesquisa dos Estados Unidos. Deixou o jornal no ano 2000, quando já ocupava o cargo de editora executiva. Grande defensora da ciência e mãe de duas filhas, Marcia, em 1997 ela foi considerada pela revista TIME uma das 25 personalidades mais influentes dos Estados Unidos. Marcia conversou com a Super de sua casa, em Boston.
Aqui entrevista de Marcia Angell.
Fontes:
Oficina de Produção Psicanalítica e Leterária
Posted by Regina Volpato on 10 set 2011 | Tagged as: Corrente do Bem
Fonte: Site Marcelo Jeneci
Posted by Regina Volpato on 04 set 2011 | Tagged as: Corrente do Bem
Posted by Regina Volpato on 01 set 2011 | Tagged as: Corrente do Bem
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O número não será publicado, claro!
Vou encaminhar para o cadastro da produção e
aguarde mais novidades…
Mora fora de São Paulo?
Tudo bem. Queremos gente do Brasil todo.
E da França. A Rede TV! pode ser vista lá…